
Ontem à noite olhei ao céu e comecei a dar a cada estrela uma razão pela que te quero tanto. Faltaram-me estrelas.

Você é a garota dos meus sonhos. Só que melhor...
Eu sonhei uma mulher bonita, mas você é mais linda do que eu esperava...
Sonhei uma menina meiga e carinhosa, mas não imagiaria a intimidade quase espiritual dos teus carinhos...
Sonhava uma garota inteligente, mas não esperava por tua genialidade e teus tantos talentos...
Eu sempre sonhei alguem alegre, do bem, independente, de bom gosto, elegante, charmosa, sexy, expontanea, companheira, cheirosa, quente... Enfim, eu sonhava demais!
Mas estou surpreso por encontrar você e perceber que eu sonhava pequeno. Pequeno demais...


Você tem o dom de encontrar a beleza nos detalhes mais imperceptíveis. Mais do que isso. Você tem o dom de procurar a beleza nos lugares mais insólitos. Você e a beleza têm uma relação muito estreita! não sei se você identifica melhor o belo, ou se as coisas se tornam deliberadamente belas ao perceber que você olha pra elas. De qualquer forma, o mundo ao teu redor é muito mais bunito!
Ao olhar pra ela, não vejo meu reflexo. Não. Vejo na verdade a minha imagem e, deste modo, me sinto reflexo. Sou um tipo de cópia de mim mesmo. Vejo-me turvo e distorcido tentando imitar sua beleza perfeita. Somos tão iguais! Mas ela é tão mais que eu! Somos a perfeita continuação um do outro. Mas ela é a simétrica oposição à minha descontinuidade. As vezes sinto que ela pensa a mesma coisa a meu respeito. Aí eu concluo sozinho que nós dois somos enganados pelos nossos olhares viciados e treinados a enxergar no outro a porção melhor da nossa coincidencia. Acho que na verdade somos muito mais belos e bons assim, diametralmente combinados e, após augum tempo observando, passamos a não fazer mais sentido descolados um do outro.

Cor, rítmo, luz e sombra, textura, linhas. Harmonia entre os elementos, mas com um toque de desequilíbrio desconcertante. A imagem conversa com a mente de forma subliminar. Aquí, a artificialidade é aplicada ao mundo natural, lapidando a natureza segundo a lógica e a estética do homem. Este lugar me faz lembrar do meu Ceu Azul, pelos momentos bons que com ela passei alí. E me faz lembrar do mestre Burle Marx que dizia: "Não quero que a natureza interfira no meu jardim!". E como uma natureza morta, em que temos a liberdade de dispor os elementos ao nosso gosto. Só que alí tudo está vivo.
Localizar a luz, a forma como ela toca o tema, como resalta as formas, como interfere no contraste, como se relaciona com a visão, como se enquadra na composição, como limita o equipamento, sua temperatura, sua intensidade, sua dureza. A cor não existe sem a luz, mas a luz é visível sem a cor. A luz pode ser apenas um acessório, ou o objetivo principal da foto. Ela pode destruir uma imagem e pode salvar uma ideia ruim. Pode ser domada artificialmente ou pode ser preciso que o fotografo se curve diante dela e apenas se adapte. A luz é a onda que o fotografo tem que aprender a surfar!